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Para garantir a navegação dos índios e ribeirinhos que habitam a região da Volta Grande do Xingu, foi construída na Usina Hidrelétrica de Belo Monte o STE – Sistema de Transposição de Embarcações, que permite transportar barcos de até 50 toneladas de um lado a outro da barragem. Este sistema de transposição, foi construído antes do barramento do rio, no sitio Pimental, de modo a manter a navegabilidade do Xingu durante a construção da barragem.
Para vencer o desnível provocado pelo barramento do rio, foram construídos dois portos de atracação, um de cada lado da barragem, interligados por uma via para o tráfego de veículos.
O sistema foi dividido em dois tipos de transposição, um voltado para os barcos pequenos (voadeiras e rabetas) e outro para os barcos maiores.
Para a transposição de barcos pequenos, foi construída uma rampa de acesso, na qual os barcos podem ser colocados sobre uma pequena carreta, puxada por um trator, que os leva até a rampa existente no lado oposto da barragem, onde o barco é novamente colocado na água.
Para a transposição de barcos maiores, foi construída uma doca de atracação, na qual, um pórtico dotado de rodas pode se deslocar sobre uma estrutura de concreto armado que avança rio adentro (píer). Um guindaste instalado neste pórtico ergue a embarcação por meio de cintas, o pórtico se move na estrutura até terra firme onde o barco desce sobre uma carreta que irá transportá-lo até o outro lado da barragem. Lá, outra doca de atracação faz o movimento inverso, ou seja, o pórtico móvel ergue o barco da carreta, se desloca rio adentro sobre o píer e coloca novamente o barco na água. O sistema de transposição de embarcações pode ser visualizado em detalhes nas fotos e no vídeo abaixo:
Aqueduto Usina Belo Monte

https://www.youtube.com/watch?v=9oHhhCggdBA

Aqueduto

Para a construção dos píeres de montante e de jusante foi necessário a concretagem de pilares com diâmetro de 1,00 ou 1,20 metro e altura variável, tanto maior quanto mais o píer avançava rio adentro. Ao todo foram construídos 50 pilares com altura variando entre 1,80 e 13,10 metros.
O apertado cronograma da obra tornava praticamente inviável a utilização de formas reaproveitáveis de madeira. Por outro lado, o aluguel de um grande número de formas de aço tornava-se economicamente inviável, devido às dificuldades logísticas da obra, situada numa ilha do rio Xingu, a milhares de quilômetros dos grandes centros urbanos.
A solução mais econômica encontrada pelos engenheiros do CCBM – Consórcio Construtor  Belo Monte, foi a utilização de tubos helicoidais de PVC Aqualoc®, que já estavam sendo produzidos na próprio canteiro de obras de Vitória do Xingu, para a drenagem pluvial dos alojamentos dos operários e também para a drenagem das estradas vicinais de acesso aos canteiros.
A máquina da Aqueduto que produz os tubos foi deslocada até a ilha por uma balsa e os tubos nos comprimentos previstos foram produzidos no próprio local.
Como os pilares seriam moldados em concretagem única, a pressão do concreto sobre as paredes era significativa e obrigou as equipes técnicas da Aqueduto e do CCBM a trabalharem conjuntamente no dimensionamento dos tubos e seus escoramentos.
A desforma pode ser realizada sem problemas, uma vez que as paredes lisas dos tubos impedem a sua aderência ao concreto. No entanto, após a desforma ter sido realizada em alguns dos pilares, concluiu-se que esta tarefa não seria necessária pois, além de evitar o trabalho de desforma e o encaminhamento do material descartado para reciclagem, os tubos de PVC ajudariam a proteger a estrutura de concreto que ficaria imersa na água.
Confira, abaixo, algumas imagens desta obra.
Aqualoc